Dormir com ou sem almofada? Descubra a resposta para o seu pescoço

Dormir com ou sem almofada? Descubra a resposta para o seu pescoço

A pergunta de um milhão: é melhor dormir com ou sem almofada? Bem, a resposta curta é que... depende. Não existe uma fórmula mágica que sirva para todos. A decisão certa é algo muito pessoal e depende de como dorme, da firmeza do seu colchão e até mesmo da saúde do seu pescoço.

No entanto, para a grande maioria das pessoas, especialmente para quem dorme de lado ou de barriga para cima, um bom travesseiro é simplesmente essencial para manter a coluna no lugar.

 

Quarto moderno com cama, almofadas brancas, cabeceira de madeira e uma mesa de cabeceira. O texto diz «Com ou sem almofada».

 

As férias em Espanha: um dilema pessoal

Escolher usar ou não usar almofada vai muito além de um simples capricho ou preferência. É uma decisão que afeta diretamente a sua saúde e a forma como acorda de manhã. Uma má escolha pode ser a causa oculta daquela dor no pescoço, da rigidez nos ombros ou até mesmo das enxaquecas matinais cuja origem desconhece.

O objetivo final é sempre o mesmo: manter um alinhamento neutro da coluna vertebral. Imagine que a sua cabeça e o seu pescoço devem seguir a linha reta das suas costas, sem forçar nenhuma curva estranha.

Pense na sua coluna como uma estrada perfeitamente reta. Uma almofada demasiado alta ou, pelo contrário, demasiado baixa, cria um desvio brusco no pescoço que gera tensão durante horas. E, para muitos, dormir sem almofada é como deixar a cabeça pendurada num buraco durante toda a noite.

A importância de escolher bem

Em Espanha, o descanso continua a ser uma questão pendente. De acordo com dados recentes, quase metade dos espanhóis não dorme o tempo necessário. Uma pesquisa da Conforama de 2023 deixou isso claro: 44,8% dos espanhóis afirmam não dormir bem, com uma média inferior a 7 horas por dia.

Este dado é fundamental, porque a almofada — ou a falta dela — influencia diretamente os microdespertares e a qualidade do sono. Para entender melhor o panorama, pode ler mais sobre os hábitos de sono em Espanha.

A almofada certa (ou a sua ausência) não é um capricho, é uma ferramenta fundamental para a sua saúde postural. A sua única missão é preencher o espaço entre a sua cabeça e o colchão para que os músculos do pescoço possam, finalmente, relaxar.

Para facilitar, preparámos um quadro resumo que lhe dará uma ideia muito clara de qual opção pode funcionar melhor para si, de acordo com a sua postura habitual ao dormir.

Resumo rápido: almofada sim ou não?

Aqui está um guia visual para entender qual opção pode ser melhor de acordo com a sua postura principal ao dormir.

Postura ao dormir Recomendação geral Objetivo principal
De lado Use um travesseiro de altura média-alta. Preencha o espaço entre a orelha e o ombro, mantendo o pescoço direito.
De barriga para cima Use um travesseiro baixo ou com contorno cervical. Manter a curva natural do pescoço sem empurrar a cabeça para a frente.
De cabeça para baixo Dormir sem almofada ou com uma extremamente fina. Evitar uma torção excessiva e perigosa do pescoço.

Como pode ver, cada postura tem as suas próprias regras do jogo. O que para um é uma tábua de salvação, para outro pode ser a causa de uma contratura.

Claro, aqui está a secção reescrita com um tom completamente humano e natural, seguindo o estilo dos exemplos fornecidos.

Os benefícios e riscos de dormir sem almofada

Pensar se é melhor dormir com ou sem almofada é um pouco como debater se é melhor correr com ténis de última geração ou descalço. Para alguns, sentir o solo diretamente pode ser libertador e até benéfico. Para outros, é um convite direto à dor e às lesões. Com a almofada acontece algo semelhante: há defensores e detratores, e o curioso é que ambos podem estar certos.

A chave para tudo isso é deixar de ver o travesseiro como um simples almofadão para ficarmos confortáveis. Na verdade, ele é uma ferramenta que nos ajuda a manter a postura correta enquanto dormimos. Pense na sua coluna vertebral como se fosse uma ponte reta e bem alinhada. A almofada seria aquele pilar que evita que a zona do pescoço, a mais delicada, afunde ou se eleve de forma estranha. Retirar esse apoio, por vezes, pode ajudar a que tudo volte ao seu lugar, mas outras vezes, pode provocar um verdadeiro desastre postural.

Quando pode ser uma boa ideia dormir sem almofada?

Embora a maioria de nós precise dele, há casos muito específicos em que tirar o travesseiro do meio pode ter suas vantagens. Quase sempre, isso depende de uma coisa: como você dorme.

Se é daqueles que dorme de barriga para baixo, certamente já passou pela experiência de acordar com o pescoço rígido. Nessa posição, até mesmo o travesseiro mais fino obriga-o a virar a cabeça e mantê-la num ângulo muito forçado durante horas. Ao removê-lo, a cabeça pode ficar muito mais plana e alinhada com as costas, o que alivia bastante a tensão nas cervical.

Outro ponto a favor, embora menos conhecido, é que pode reduzir a compressão no rosto. Quando dorme de lado ou de barriga para baixo, pressiona o rosto contra a almofada e isso, noite após noite, pode acabar por marcar as famosas «rugas do sono». Ao dormir de barriga para cima e sem almofada, livra-se dessa pressão. Além disso, não nos esqueçamos de que os almofadões são um íman para os óleos da pele, ácaros e bactérias. Evitar esse contacto direto pode ser um alívio para quem tem pele sensível ou com tendência acneica.

Os riscos de deixar o pescoço sem apoio

No entanto, apesar desses possíveis benefícios, para a grande maioria das pessoas, os riscos de dormir sem almofada superam em muito as vantagens. Isto é especialmente verdadeiro se dormir de lado ou de barriga para cima. Eliminar esse apoio é arriscar.

O principal problema é puramente físico: sem almofada, a cabeça tende a cair abaixo da linha da coluna. Isso cria uma tensão constante nos músculos e ligamentos do pescoço e dos ombros. O resultado? Aquela rigidez matinal tão desagradável, contraturas e até dores de cabeça.

Para quem dorme de lado, o panorama é ainda pior. O espaço que fica entre a cabeça e o colchão é tão grande quanto a largura do ombro. Se não colocar uma almofada para preenchê-lo, a cabeça fica pendurada, forçando uma curva lateral no pescoço que é péssima a longo prazo. Isso não só causa dor, mas também pode comprimir os nervos e, claro, arruinar a qualidade do sono.

Especialistas em descanso na Espanha concordam que essa prática não é para todos. Na verdade, para quem dorme de lado — o que representa aproximadamente 75% dos adultos —, um travesseiro é fundamental para manter a coluna reta. Se quiser se aprofundar no assunto, pode ler mais sobre por que o apoio cervical é fundamental para um bom descanso.

Aqui está um resumo rápido dos principais perigos:

  • Tensão no pescoço e ombros: O risco número um, especialmente se você dorme de lado e deixa o pescoço "pendurado".
  • Má alinhamento da coluna: Tanto de lado como de barriga para cima, a cabeça acaba numa postura que não é natural.
  • Aumento do ronco e da apneia: se dormir de barriga para cima sem almofada, a língua pode cair para trás e bloquear parcialmente a passagem do ar.
  • Aumento da pressão na cabeça: Uma postura totalmente plana pode dificultar a drenagem de fluidos, deixando-o com uma sensação de congestão ou peso ao acordar.

Em resumo, a decisão de usar ou não almofada não é nenhuma bobagem. Embora um pequeno grupo de pessoas (quase sempre aquelas que dormem de barriga para baixo) possa encontrar algum alívio, para a maioria de nós, a almofada continua sendo um item essencial para cuidar da saúde do pescoço e das costas.

Como a sua postura ao dormir determina se precisa de almofada

A eterna dúvida sobre se é melhor dormir com ou sem almofada não tem uma resposta universal, mas há um fator fundamental para resolvê-la: a sua postura ao dormir. Pense na sua coluna vertebral, desde a base do crânio até ao cóccix, como uma linha reta que deve permanecer alinhada durante toda a noite. Qualquer desvio, por mínimo que seja, acaba por gerar tensão.

A almofada não é um simples acessório de conforto; a sua verdadeira função é atuar como um suporte que preenche o espaço entre a sua cabeça e o colchão, garantindo que essa linha reta não seja quebrada. Por isso, o que é ideal para uma pessoa, para outra pode ser um bilhete direto para dores no pescoço. Tudo depende de como se posiciona ao dormir.

Esta infografia resume isso de forma muito visual, mostrando os dois caminhos que pode seguir e destacando tanto os possíveis benefícios como os riscos associados a cada escolha.

 

Infográfico que compara os benefícios e riscos de dormir com ou sem almofada, mostrando a coluna vertebral, rugas, dor no pescoço e roncos.

 

Como pode ver, a decisão afeta diretamente o alinhamento da coluna e a tensão no pescoço. A realidade é que, para a maioria das posturas, os riscos de não usá-la superam em muito os benefícios.

Se dorme de lado

Esta é a postura mais comum, adotada por aproximadamente 75% dos adultos. Se é um deles, a almofada não é uma opção, é uma necessidade absoluta. Pense no espaço que se cria entre a sua orelha e o ombro quando se deita. Sem um bom apoio, a sua cabeça cairia abruptamente, forçando uma inclinação lateral muito prejudicial para as vértebras cervicais.

Aqui, o objetivo é muito claro: precisa de uma almofada suficientemente alta e firme para preencher completamente esse espaço e manter a cabeça alinhada com a coluna.

  • Altura recomendada: Média a alta. A altura ideal deve coincidir com a distância entre a sua orelha e a extremidade do ombro.
  • Firmeza ideal: Média a firme. Tem de ser capaz de suportar o peso da sua cabeça sem ceder demasiado.

Uma almofada demasiado baixa fará com que a cabeça fique pendurada, e uma demasiado alta irá empurrá-la para cima. Em ambos os casos, o resultado é um mau alinhamento e uma tensão muscular que acaba por se transformar em dor no pescoço e nos ombros.

Se dorme de barriga para cima

Dormir de barriga para cima, ou em posição supina, é considerada uma das posições mais saudáveis para as costas, mas também exige o suporte adequado. Neste caso, a função do travesseiro é mais sutil: ele deve sustentar a curva natural do pescoço (conhecida como lordose cervical) sem empurrar a cabeça para a frente.

Se o seu travesseiro for muito alto, o queixo ficará inclinado em direção ao peito, criando uma postura forçada que gera tensão na nuca e pode até dificultar a respiração.

  • Altura recomendada: Baixa. Precisa de algo que apenas eleve a cabeça, o suficiente para manter o alinhamento com as costas.
  • Firmeza ideal: Média. Almofadas com contorno cervical ou feitas de materiais que se adaptam, como viscoelástico, são uma excelente opção.

Prescindir da almofada nesta posição pode funcionar para algumas pessoas, mas apenas se o colchão for suficientemente macio para que a cabeça afunde ligeiramente e mantenha essa alinhamento neutro. Para a maioria, uma almofada baixa é a melhor aliada.

Se dorme de barriga para baixo

É aqui que o debate se torna realmente interessante. Dormir de barriga para baixo é, de longe, a posição menos recomendada por fisioterapeutas e especialistas em descanso. Obriga-o a virar o pescoço num ângulo extremo durante horas, o que é uma receita quase certa para dores cervicais e tensão em toda a coluna.

Neste cenário, dormir sem almofada é quase sempre a melhor opção.

Uma almofada, por mais fina que seja, só piora as coisas, forçando ainda mais essa torção do pescoço. Ao removê-la completamente, a cabeça pode ficar mais alinhada com a coluna, o que ajuda a minimizar parte dos danos.

  • Alternativa: Se a sensação de não ter nada lhe parecer estranha, use um travesseiro extremamente fino e macio, quase plano. Algumas pessoas também colocam um travesseiro fino sob o estômago ou a pélvis para aliviar a pressão na região lombar, um truque que pode melhorar bastante o alinhamento geral.

Independentemente da sua postura, é fundamental que ouça o seu corpo. Se quiser aprofundar a forma de otimizar a sua posição ao descansar, pode consultar o nosso guia sobre como melhorar a postura ao dormir para um descanso ideal. No final, a escolha entre dormir com ou sem almofada depende desta análise tão pessoal.

Como escolher a almofada perfeita para si

Se, depois de pensar bem, você chegou à conclusão de que, no seu caso, é melhor dormir com almofada, parabéns! Você está prestes a dar um impulso incrível à qualidade do seu descanso. Mas agora vem a parte divertida (e, às vezes, um pouco complicada): encontrar a almofada perfeita em um mar de opções.

Esqueça aquela ideia de escolher um só porque parece macio quando o aperta na loja. O travesseiro ideal é uma ferramenta de precisão, quase feito sob medida para o seu corpo e a sua maneira de dormir. Há três pilares que não pode ignorar: o material, a firmeza e a altura. Esses três elementos são uma equipe que trabalha em sintonia para que o seu pescoço e a sua coluna vertebral fiquem alinhados e felizes durante toda a noite.

Materiais: a base do seu conforto

O enchimento é a alma da almofada. Dele depende a sua capacidade de se adaptar a si, o seu frescor e a sua durabilidade. Cada material oferece uma sensação completamente diferente, por isso, conhecê-los é o primeiro passo para fazer a escolha certa.

Aqui apresento-lhe os protagonistas:

  • Viscoelástica (Memory Foam): É a rainha da adaptabilidade. Este material é incrível porque reage ao calor e à pressão do seu corpo, criando um molde perfeito para a sua cabeça e pescoço. Oferece um apoio que parece um abraço, sem pontos de pressão, o que o torna ideal para quem precisa aliviar tensões na zona cervical.
  • Látex: É pura elasticidade e firmeza natural. Ao contrário do viscoelástico, o látex oferece um suporte mais «reativo», recuperando a sua forma instantaneamente. Além disso, é super respirável e um local inadequado para ácaros e mofo, uma opção fantástica se tem calor à noite ou sofre de alergias.
  • Fibra (poliéster): São as almofadas tradicionais e, geralmente, as mais económicas. Proporcionam uma sensação suave e fofa, muito semelhante à das penas, mas com a vantagem de serem hipoalergénicas e muito fáceis de lavar. O seu ponto fraco? Com o tempo, tendem a ficar compactas e a perder volume.

Firmeza e altura: a combinação perfeita

A firmeza e a altura são inseparáveis, tem de escolher as duas juntas porque uma depende da outra. E quem decide isso? A sua postura ao dormir e a firmeza do seu colchão. Eles vão ditar qual é a combinação vencedora para si.

Lembre-se desta ideia: a firmeza do travesseiro deve compensar o afundamento do seu corpo no colchão. O objetivo final é que a sua cabeça não fique nem mais alta nem mais baixa do que as suas costas.

Por exemplo, se tiver um colchão muito macio no qual afunda bastante, provavelmente precisará de uma almofada mais baixa e pouco firme para não forçar o pescoço para cima. Por outro lado, com um colchão firme que quase não cede, precisará de uma almofada mais alta para preencher bem o espaço que fica entre o pescoço e o colchão.

Se quiser aprofundar este tema, temos algumas dicas para comprar uma almofada e encontrar a perfeita para um descanso ideal que lhe serão muito úteis.

Comparação de materiais para almofadas

Para que você veja tudo mais claramente, aqui está uma tabela que resume o essencial. Pense nela como uma ajuda para identificar rapidamente qual material se encaixa melhor com o que você procura para as suas noites.

Material Principais vantagens Desvantagens Ideal para
Viscoelástica Excelente adaptabilidade, alivia pontos de pressão, grande durabilidade. Pode reter calor (procure modelos com gel ou perfurações), recuperação lenta. Pessoas com dor no pescoço, que dormem de barriga para cima ou de lado.
Látex Muito respirável, elástico e reativo, hipoalergénico e antiácaros. Geralmente é mais pesado e tem um preço mais elevado. Pessoas calorosas, alérgicas e que procuram um suporte firme, mas flexível.
Fibra Suaves e macias, económicas, hipoalergénicas e fáceis de lavar. Perde volume e sustentação com o tempo, necessitando de ser afofada frequentemente. Pessoas que dormem de barriga para baixo (modelos finos), pessoas com orçamento apertado.

Escolher a almofada certa é, sem dúvida, um investimento na sua saúde. Não tenha pressa. Analise como dorme, como é o seu colchão e, acima de tudo, ouça o que o seu corpo lhe pede. Uma boa escolha não só resolverá a dúvida de dormir com ou sem almofada, mas também transformará completamente a qualidade do seu descanso.

Guia para tentar dormir sem almofada de forma segura

Se chegou até aqui, é provável que a ideia de dormir sem almofada esteja a rondar a sua cabeça, especialmente se é daqueles que dorme de barriga para baixo. Mas cuidado! Depois de anos a usar um apoio, retirá-lo de repente pode ser um verdadeiro choque para o seu corpo. Por isso, o mais inteligente é encarar isso como uma transição, não como uma mudança radical.

Pense nisso como se fosse começar a correr descalço: não iria correr uma maratona no primeiro dia, certo? Com o seu pescoço acontece o mesmo. Ele precisa de tempo para se acostumar com essa nova postura. Uma mudança brusca pode trazer mais problemas do que soluções, como rigidez, dores musculares ou até mesmo alguma contratura inesperada.

 

Cama feita com almofada branca, toalhas dobradas, cabeceira de madeira e mesa de cabeceira.

 

Um plano de transição em três etapas

Para que o seu corpo se acostume sem dramas, sugerimos um método progressivo. Com este plano, os músculos do pescoço e das costas irão adaptar-se gradualmente, minimizando qualquer risco de desconforto. Siga estes passos e, acima de tudo, preste muita atenção aos sinais que o seu corpo lhe dá.

  1. Reduza a altura gradualmente. Não passe do seu travesseiro habitual para o colchão sem mais nem menos. O primeiro passo é mudar para um travesseiro muito mais baixo e macio. Um de fibra quase plano ou um viscoelástico de perfil baixo são perfeitos para esta fase. Experimente usá-lo durante uma ou duas semanas.

  2. Use um suporte mínimo e temporário. Quando se sentir confortável com a almofada baixa, é hora de dar o próximo passo. Substitua-a por algo tão simples como uma toalha de banho ou uma t-shirt dobrada. Este suporte improvisado dará uma elevação mínima, mas suficiente para que a mudança não seja tão drástica. Ajuste-o até sentir que a sua cabeça está quase ao nível do colchão.

  3. Tente dormir sem qualquer apoio. Após alguns dias com a toalha, tente passar uma noite inteira sem nada debaixo da cabeça. Este é o objetivo final, mas só deve alcançá-lo se as fases anteriores tiverem sido confortáveis e não lhe tiverem causado qualquer dor.

O objetivo desta transição não é forçar o seu corpo, mas convidá-lo a adaptar-se. Se, em algum momento, sentir dor ou um desconforto persistente, é um sinal claro para parar ou até mesmo voltar ao passo anterior.

Ouça o seu corpo: os sinais de alerta

Durante toda esta experiência, o seu corpo será o seu melhor guia. Tem de estar muito atento à forma como se sente todas as manhãs. As primeiras horas do dia são as que lhe darão as pistas mais fiáveis sobre se isto é ou não para si. E não basta não sentir dor; procure uma sensação de bem-estar geral.

Preste especial atenção a estes sinais de alerta, pois indicam que dormir sem almofada não está a fazer bem para si:

  • Dor ou rigidez no pescoço pela manhã: É o indicador mais claro. Se acordar com o pescoço rígido como uma pedra ou com uma dor que não tinha antes, significa que a sua coluna não está bem alinhada.
  • Dores de cabeça: Muitas vezes, a tensão que se acumula nos músculos cervicais irradia-se para a cabeça, provocando aquelas incómodas cefaleias tensionais logo ao acordar.
  • Aumento do ronco: Se você ou o seu parceiro perceberem que você ronca mais, pode ser porque a nova postura está a obstruir parcialmente as suas vias respiratórias.
  • Dores nos ombros ou nas costas: O mau alinhamento do pescoço pode provocar um efeito dominó, afetando também os ombros e a parte superior das costas.

Se notar algum destes sintomas de forma recorrente, não insista. Volte a usar uma almofada que lhe dê o apoio de que necessita. E, claro, se tiver antecedentes de problemas cervicais, lesões ou hérnias discais, consulte sempre um fisioterapeuta ou o seu médico antes de considerar uma mudança tão importante no seu descanso. A sua saúde está em primeiro lugar.

A chave final: crie o seu próprio manual de descanso

Chegados a este ponto, a grande questão de saber se é melhor dormir com ou sem almofada já não parece tão complicada, certo? A conclusão é clara e, acima de tudo, libertadora: não existe uma regra de ouro que sirva para toda a gente. A decisão é algo muito pessoal, como um fato feito à medida com os tecidos da sua postura ao dormir, a firmeza do seu colchão e, o mais importante, os sinais que o seu próprio corpo lhe dá.

O verdadeiro objetivo é que você se torne o maior especialista no seu próprio descanso. Use as informações deste guia não como um manual de instruções inflexível, mas como um mapa para explorar e experimentar com total segurança. O destino final desta viagem deve ser sempre o mesmo: conseguir um alinhamento neutro da coluna vertebral, aquela linha reta imaginária que permite que os seus músculos se soltem e relaxem completamente.

A decisão certa não é aquela que a maioria segue, mas aquela que permite que o seu corpo acorde sem tensões, revitalizado e pronto para aproveitar o dia.

O mapa para a sua viagem pessoal rumo ao descanso

Para não se perder pelo caminho, lembre-se destas ideias-chave:

  • A sua postura é determinante. Se dorme de lado, uma almofada é praticamente uma necessidade. Se dorme de barriga para cima, procure um apoio baixo. E se é daqueles que dormem de barriga para baixo, o mais sensato é esquecer a almofada.
  • Ouça o seu corpo, ele é o seu melhor informante. Dor no pescoço, rigidez ao levantar-se ou dores de cabeça matinais são sinais inequívocos de que algo está errado. Não os ignore.
  • Experimente, mas com moderação. Se decidir experimentar dormir sem almofada, faça-o gradualmente. A transição é fundamental para evitar contraturas e dar ao seu corpo o tempo necessário para se habituar à mudança.

Assumir o controlo do seu descanso é um dos melhores investimentos que pode fazer para o seu bem-estar a longo prazo. Quando toma decisões informadas, não está simplesmente a escolher um acessório para a sua cama, mas sim a proteger ativamente a saúde das suas costas. O seu pescoço e a sua coluna, sem dúvida, agradecer-lhe-ão todas as manhãs.

Respondemos às suas dúvidas sobre dormir com ou sem almofada

O eterno debate sobre se é melhor dormir com ou sem almofada sempre traz consigo uma série de perguntas. Para que possa tomar a melhor decisão para o seu descanso, reunimos as dúvidas mais comuns e respondemos aqui, sem rodeios.

Retirar o travesseiro vai curar a minha dor no pescoço?

Quem dera fosse assim tão simples, mas não, não é uma solução mágica. Na verdade, para a maioria das pessoas, tirar o travesseiro pode agravar o problema. A dor no pescoço geralmente surge devido a um mau alinhamento, e se dorme de lado ou de barriga para cima, o travesseiro é exatamente o que precisa para manter o pescoço numa postura neutra e sem tensões.

A única exceção são as pessoas que dormem de barriga para baixo. Nesse caso, dispensar o travesseiro pode ajudar a reduzir essa torção forçada do pescoço e, com sorte, aliviar a dor. Para todos os outros, o verdadeiro culpado quase sempre é um travesseiro inadequado (muito alto ou muito baixo), não o travesseiro em si.

Se eu decidir removê-la, quanto tempo levarei para me acostumar?

Isso é algo muito pessoal. A adaptação pode levar de alguns dias a algumas semanas. O mais importante é fazer a transição aos poucos, como dissemos anteriormente: experimente primeiro com um travesseiro mais baixo ou até mesmo uma toalha dobrada.

Se após duas semanas continuar a acordar com rigidez, desconforto ou dor de cabeça, é um sinal claro de que o seu corpo precisa desse apoio. Não se force. O seu conforto e a ausência de dor são os melhores indicadores de que está no caminho certo.

E se eu me mexer mais do que os preços? Que almofada devo usar?

Se é daqueles que dá mil voltas à noite, precisa de uma almofada que se adapte a si, uma verdadeira almofada multifuncional. As almofadas viscoelásticas ou de látex de altura média são fantásticas para isso. O seu material responde muito bem às mudanças de pressão, dando-lhe um bom apoio, quer acabe de lado ou de barriga para cima.

Procure modelos com firmeza média, que sejam capazes de preencher bem o espaço do ombro sem levantar muito a cabeça quando se deitar de costas.

A partir de que idade é recomendável que as crianças comecem a usar almofadas?

Aqui, os pediatras são muito claros: bebés com menos de dois anos nunca devem usar almofadas. O principal motivo é o risco de asfixia e síndrome da morte súbita infantil (SMSI). As proporções da cabeça e do pescoço deles são muito diferentes das de um adulto, e uma superfície plana é o mais seguro para eles.

A partir dos 2 ou 3 anos, quando os ombros já são mais largos do que a cabeça, pode começar a introduzir uma almofada muito, muito fina e firme, concebida especificamente para crianças.

A higiene de qualquer almofada é fundamental, mas ainda mais se for das crianças. Se quiser ter a certeza de que está a fazer tudo corretamente, consulte os nossos conselhos sobre como lavar uma almofada para mantê-la livre de ácaros e alérgenos.


Na Morfeo, sabemos que cada pessoa é única e precisa de um descanso à sua medida. Por isso, criámos uma gama de produtos pensada para lhe proporcionar o máximo conforto e um suporte que se adapta a si. Descubra como o nosso Colchão Morfeo pode transformar as suas noites e proporcionar-lhe o descanso que merece. Visite a nossa loja online e comece a dormir como nunca.

Voltar ao blog